PF prende pastor Márcio Poncio e mira políticos na 5ª fase da Operação Unha e Carne

PF prende pastor Márcio Poncio e mira políticos na 5ª fase da Operação Unha e Carne
  • jul, 3 2026
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Na manhã de quinta-feira, 2 de julho de 2026, a Polícia Federal deu um passo decisivo na desmontagem de uma suposta rede criminosa no Rio de Janeiro. A deflagração da 5ª fase da Operação Unha e CarneRio de Janeiro resultou na prisão do pastor evangélico Márcio Poncio e em buscas intensas que miram figuras centrais da política fluminense. O alvo não é apenas o crime organizado tradicional; a investigação conecta a nova cúpula do jogo do bicho a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do estado.

Aqui está o ponto crucial: a ação foi autorizada diretamente pelo ministro Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal, do Supremo Tribunal Federal. Foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Além disso, houve o sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 22 milhões. Não se trata apenas de prender indivíduos, mas de cortar as veias financeiras de um esquema que, segundo as autoridades, opera com impunidade há anos.

O Pastor e a Família Política

Márcio Poncio foi detido na capital carioca durante as diligências matinais. Ele é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ). A prisão dele marca um momento tenso para a família, que já estava sob os holofotes devido às investigações paralelas envolvendo sua filha. As imagens divulgadas mostram agentes da PF cercando residências, uma cena agora familiar para quem acompanha a operação, mas desta vez com um peso político ainda maior.

Os documentos apreendidos sugerem que Poncio atuava como intermediário ou beneficiário do fluxo irregular de recursos. "A contabilidade paralela revelada nos papéis aponta para pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares", afirmou uma nota oficial da PF. Isso significa que o dinheiro do crime organizado não parava nas mãos dos bicheiros; ele subia, infiltrando-se nas estruturas do poder público.

Adilsinho e a Nova Cúpula do Bicho

O outro nome central nesta fase é Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Identificado como um dos "capos" da nova direção do jogo do bicho no RJ, ele já estava preso anteriormente. No entanto, a 5ª fase trouxe novos elementos contra ele. Listas encontradas em seu poder detalhariam esquemas de propina e lavagem de capitais.

Adilsinho representa a face criminal da equação. Enquanto políticos negociam cargos e votos, ele negocia controle territorial e fluxos financeiros ilícitos. A PF busca provar que essa aliança não é acidental, mas estrutural. A transferência de Rodrigo Bacellar para um presídio federal, medida também determinada nesta fase, reforça a gravidade das acusações contra aqueles que teriam facilitado a atuação desses contraventores.

Políticos Alvos: Bacellar e Marco Antônio Cabral

A operação não poupa ninguém. Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e filiado ao União Brasil, voltou a ser alvo de mandado de prisão preventiva. Já estava detido, mas a nova fase aprofunda as investigações sobre seu papel no esquema.

Também figura na lista Marco Antônio Cabral, ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral. A menção à família Cabral reacende memórias de outros escândalos passados no estado, sugerindo que certas dinâmicas de poder e corrupção podem ter raízes profundas e persistentes. A PF cumpriu mandados em endereços vinculados a ele, buscando provas concretas de participação na lavagem de dinheiro.

O Impacto Financeiro e Político

O bloqueio de cerca de R$ 22 milhões é um sinal claro de que a Justiça Federal quer atingir o patrimônio acumulado ilegalmente. Essa medida visa impedir que os investigados usem esses recursos para influenciar testemunhas ou fugir para o exterior. É uma estratégia de contenção imediata enquanto as provas são analisadas.

Para o cenário político do Rio de Janeiro, a operação abala as bases de partidos tradicionais. A conexão entre a nova cúpula do bicho e líderes legislativos cria uma crise de legitimidade. Cidadãos questionam: quantos outros estão envolvidos? Quem mais recebeu 'doações' que eram, na verdade, propinas disfarçadas?

Próximos Passos e Contexto Histórico

A Operação Unha e Carne já passou por quatro fases anteriores, cada uma delas trazendo novos nomes e detalhes. Esta 5ª fase é considerada a mais agressiva até agora pela amplitude dos alvos políticos. Não há data definida para a denúncia formal, mas a coleta de provas parece estar avançando rapidamente.

Os especialistas em segurança pública observam que a integração entre inteligência financeira e operações de rua tem sido eficaz. Ao rastrear o dinheiro, a PF consegue desenhar o mapa das relações criminosas. O desafio agora será transformar esses indícios em condenações definitivas, num sistema judiciário muitas vezes lento.

Frequently Asked Questions

Quem é Márcio Poncio e por que foi preso?

Márcio Poncio é um pastor evangélico e pai da deputada estadual Sarah Poncio. Ele foi preso na 5ª fase da Operação Unha e Carne por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro e recebimento de propinas ligadas ao jogo do bicho, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal.

O que é a Operação Unha e Carne?

É uma investigação conduzida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro que apura ligações entre a nova cúpula do jogo do bicho e políticos dos poderes Executivo e Legislativo estaduais. O foco principal é a lavagem de dinheiro e o financiamento irregular de campanhas eleitorais.

Qual o papel de Adilsinho na investigação?

Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é identificado como um líder da nova organização do jogo do bicho no RJ. Documentos seus indicariam registros de pagamentos a políticos e mecanismos de lavagem de capitais, tornando-o peça-chave para conectar o crime organizado aos agentes públicos.

Quanto dinheiro foi bloqueado nesta fase?

O Supremo Tribunal Federal, através do ministro Alexandre de Moraes, determinou o sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 22 milhões pertencentes aos investigados. Essa medida visa garantir o pagamento de eventuais multas e indenizações futuras.

Quais políticos foram mencionados além de Márcio Poncio?

Além de Márcio Poncio, a operação cita o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil), que teve seu mandado renovado e foi transferido para prisão federal, e o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, ambos suspeitos de envolvimento no esquema.